Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
SPEMD - Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac | 2019 | 60 (2) | 90-94
Caso ClÍnico
Osteorradionecrose em mandíbula tratada com fibrina rica em plaquetas e bola de Bichat: relato de caso clínico
Mandibular osteoradionecrosis treated with platelets rich fibrin and Bichat fat pad: case report
a Curso de Graduação em Odontologia da Universidade Tuiuti do Paraná
b Mestrado em Odontologia – Estomatologia, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Cintia Mussi Milani - cintiammilani@hotmail.com
Article Info
Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac
Volume - 60
Issue - 2
Caso ClÍnico
Pages - 90-94
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Article History
Received on 12/02/2019
Accepted on 29/06/2019
Available Online on 27/08/2019
Keywords
Caso Clinico
Osteorradionecrose em mandbula tratada com fibrina rica em plaquetas e bola de Bichat: relato de caso clinico
Mandibular osteoradionecrosis treated with platelets rich fibrin and Bichat fat pad: case report
Cintia Mussi Milania,*, Jssica Aline de Matos Pereiraa, Rafaela Svio Melzerb, Natanael Henrique Ribeiro Mattosa
a Curso de Graduao em Odontologia da Universidade Tuiuti do Paran
b Mestrado em Odontologia Estomatologia, na Pontifcia Universidade Catlica do Paran
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2019.08.449Resumo
A osteorradionecrose uma complicao oral severa que pode afetar pacientes submetidos radioterapia de cabea e pescoo. definida como uma rea de osso irradiado e exposto, que no cicatriza em um perodo de trs meses, sem tumor residual ou recidivante.
Os aspetos radiolgicos so inespecficos, aparecendo como reas radiotransparentes, com sequestros sseos, lembrando uma osteomielite ou osteonecrose associada a medicamento. O diagnstico obtido atravs da associao dos dados clnicos e imagiolgicos.
No h um protocolo definido para o tratamento, podendo o mesmo ser conservador ou cirrgico. O objetivo deste estudo foi apresentar um caso de osteorradionecrose tratado com a remoo do sequestro sseo e enxerto de fibrina rica em plaquetas e bola de Bichat, em uma paciente do gnero feminino, de 63 anos.
Palavras-chave: Mandbula, Osteorradionecrose, Radioterapia
Abstract
Osteoradionecrosis is a severe oral complication that may affect patients undergoing radiotherapy for head and neck cancer. It is defined as an area of irradiated, exposed bone that does not heal for a period of three months, without any residual or recidivating tumor. The radiological aspects are nonspecific, with osteolytic areas and bone sequestra, thus resembling osteomyelitis or medication-related osteonecrosis. The diagnosis is based on the association of clinical and radiological findings. There is no treatment protocol established, and treatment can be conservative or surgical. The objective of this study was to report a case of osteoradionecrosis treated by bone sequestra removal associated with platelet-rich fibrin and Bichats fat pad, in a 63-year-old female patient.
Keywords: Jaw, Osteoradionecrosis, Radiotherapy
Introduo
Apesar da radioterapia ser um tratamento comumente utilizado para o cancro de cabea e pescoo e aumentar suas taxas de cura, ela apresenta potenciais complicaes.1, 2 Destas, a mais temida a osteorradionecrose (ORN), a qual pode ocorrer durante ou aps o tratamento.1 A ORN manifesta‑se como uma rea de tecido sseo exposto, em uma rea previamente irradiada, que no cicatriza em um perodo de trs meses, sem tumor residual ou recorrente e quando outras causas de osteonecrose foram excludas.3
O risco de desenvolvimento da ORN modulado por diversos fatores, sendo a dose total de irradiao um dos principais.
Alm desta, pode‑se citar proximidade do tumor ao tecido sseo, campo teraputico maior, quimioterapia concomitante, pobre higiene oral, tabagismo e alcoolismo, exodontias ou traumas cirrgicos na rea irradiada e traumatismos causados por prteses.3, 4
A ORN pode‑se desenvolver a qualquer tempo aps a radioterapia e, tipicamente, ocorre de 6 a 12 meses aps o tratamento; este tempo, no entanto, varivel, podendo levar de meses a anos para seu surgimento.3 A mandbula mais afetada que a maxila e, clinicamente, pode‑se observar sequestro sseo, fratura e formao de fstula.5 Os sintomas incluem dor, parestesia ao longo do nervo alveolar inferior, mau hlito, trismo e disestesia.3, 6, 7 Pacientes com leses iniciais podem permanecer assintomticos e isto pode explicar o porqu da ORN geralmente no ser diagnosticada em estgio inicial.8
As caractersticas radiogrficas so inespecficas e variam de aparncia normal diminuio da densidade ssea, reas osteolticas localizadas, sequestros sseos e fratura.3,7 Quando a suspeita de ORN alta e a imagem radiogrfica inconclusiva, a tomografia computadorizada o exame de escolha.3
O diagnstico da ORN realizado atravs caractersticas clnicas e exames de imagem complementares; o histrico de irradiao do osso afetado o principal pr‑requisito, juntamente com a excluso de outras possveis causas de exposio de osso necrtico.3,5 O diagnstico diferencial deve ser feito com osteomielite, osteonecrose associada ao uso de medicamentos e tumor recorrente. Um exame histopatolgico deve ser realizado, com o objetivo de excluir uma possvel neoplasia metasttica.3,5
O tratamento para a ORN depende do grau de severidade da mesma. O tratamento conservador inclui melhora da higiene oral, debridamento, irrigao e antibioticoterapia para prevenir infeo secundria, pentoxifilina e tocoferol, terapia com oxignio hiperbrico.1, 2,7 Nos casos avanados, com grandes defeitos de tecido mole e sseo, a resseco cirrgica geralmente a terapia de escolha; nestes a reconstruo funcional e esttica representa um desafio para os cirurgies, devido ao alto risco de complicaes cicatriciais ps‑operatrias.1,9
O presente trabalho teve como objetivo um relato de caso de uma paciente do sexo feminino, 63 anos com ORN em mandbula, tratada de maneira conservadora, com cirurgia ssea ultrassnica, enxerto de fibrina rica em plaquetas (PRF) e bola de Bichat.
Caso Clnico
Paciente sexo feminino, 63 anos, procurou o consultrio de uma cirurgi bucomaxilofacial para remoo dos dentes inferiores e colocao de prtese total inferior. A anamnese revelava se tratar de uma pessoa sistemicamente saudvel, que no fazia uso de nenhuma medicao contnua e no apresentava nenhum hbito nocivo. Relatava, no entanto, histrico de cncer de lngua, 5 anos antes, tratado cirurgicamente e com radioterapia.
O exame fsico extraoral no revelava nenhuma alterao da normalidade. O exame intrabucal revelava ausncia de todos os dentes superiores, alm dos pr‑molares e molares inferiores, bilateralmente. Os dentes remanescentes estavam em estado de raiz ou com crie extensa, em condio bastante precria. Na altura do dente 36 observava‑se a presena de tecido sseo exposto, com drenagem purulenta local (Figura 1). Questionada sobre esta condio, a paciente informou que havia feito a exodontia do molar, quatro meses antes e que no havia cicatrizado bem; no se queixava de dor, apenas relatava leve desconforto local.

Realizada uma radiografia periapical, a mesma evidenciou rea levemente radiolcida, com a presena de uma imagem sugestiva de sequestro sseo na poro central. Com base no quadro clnico apresentado, um diagnstico inicial de osteorradionecrose foi estabelecido. A paciente foi medicada com amoxicilina 500 mg, a cada 8 horas, por 7 dias, para controle da infeo, alm de orientao de higiene oral e bochecho com clorexidina.
Sete dias depois, j no havia presena de pus no local; na imagem de tomografia computadorizada observava‑se, em vista panormica e nos cortes sagitais e axiais, da regio correspondente aos 36 e 37, reas com ausncia de trabculas sseas e presena de sequestro sseo (Figura 2).

Diante dos aspetos imagiolgicos associados aos dados clnicos, confirmou‑se o diagnstico de osteorradionecrose. Iniciou‑se o tratamento odontolgico com prescrio medicamentosa de tocoferol 1000 UI, um comprimido ao dia e pentoxifilina 400 mg, uma cpsula a cada 12 horas, em uso contnuo e a orientao de higiene bucal. A paciente foi submetida ao tratamento endodntico dos dentes presentes e posterior sepultamento radicular dos mesmos.
Trinta dias depois, realizou‑se procedimento cirrgico para tratamento da ORN. Coletou‑se o sangue da paciente, uma hora antes da cirurgia. Este foi armazenado em um tubo prprio e colocado em uma mquina centrfuga de sangue, para que houvesse a separao do plasma. Sob anestesia local, realizou‑se inciso sobre o rebordo alveolar e descolamento do retalho mucoperiostal, evidenciando‑se a destruio da cortical e medular ssea, com acesso e remoo do sequestro sseo (Figura 3). Em seguida, com a utilizao da piezocirurgia, realizou‑se o debridamento ultrassnico local. No mesmo tempo cirrgico foi executado o procedimento para a remoo de uma poro da bola de Bichat, com o intuito de us‑la para proteo do enxerto de PRF. O sangue centrifugado resultou na separao do plasma e com isso obteve‑se a fibrina, a qual foi colocada, delicadamente, sobre a regio afetada (Figura 4) e, por cima desta, colocou‑se a Bola de Bichat (Figura 5). O retalho foi reposicionado e suturado com categute 4.0.



O material coletado foi submetido estudo anatomopatolgico o qual evidenciou a presena de tecido sseo com trabculas desvitalizadas, ausncia de vascularidade e de osteoclastos, resultado este que corroborou o diagnstico clnico e excluiu a possibilidade de se tratar de uma metstase ssea.
O perodo ps‑operatrio transcorreu bem, sem queixas lgicas. No stimo dia, a paciente retornou para remoo dos pontos, com boa cicatrizao local. Passados doze meses do procedimento cirrgico a paciente permanece em acompanhamento clnico e imagiolgico, com completa cicatrizao. (Figura 6).

Discusso
Apesar da prevalncia da ORN ter diminudo e alcanado taxas inferiores a 5%, ela ainda uma complicao grave da radioterapia e desafio aos profissionais, devido dificuldade de seu tratamento.5
Entre seus potenciais fatores de risco, esto a dose de irradiao e as exodontias. rara a ocorrncia da ORN em doses abaixo de 50 Gy; dosagens acima de 66 Gy aumentam o risco em 11 vezes.3 Se houver a necessidade de exodontias, elas devem ser realizadas no mnimo 3 semanas antes de iniciar a radioterapia, para que ocorra o processo cicatricial inicial, com a formao de novos tecidos, que vo suportar a irradiao local.1 No entanto, num estudo anterior,4 em que se analisaram exodontias pr‑irradiao, foi concludo que as mesmas no protegem contra o desenvolvimento da ORN. De acordo com os autores, se as exodontias so realizadas antes da radioterapia, h rpida remodelao ssea no alvolo cicatricial. Se a exodontia realizada aps a radioterapia, j existe uma situao local de comprometimento cicatricial. Ambas as situaes esto aqum do ideal e no h evidncias sobre o melhor momento para realizao das exodontias.4
Quando as exodontias so realizadas aps a radioterapia, diversas medidas so propostas para diminuir a ocorrncia da ORN, entre elas o uso da pentoxifilina associada ao tocoferol, oxignio hiperbrico e antibioticoterapia. 2, 6, 10 A pentoxifilina induz a dilatao vascular e o aumento da flexibilidade dos eritrcitos, resultando em aumento do fluxo sanguneo.6, 7 O tocoferol uma vitamina solvel em gordura e fraco agente antioxidante, sendo portanto capaz de eliminar as espcies que reagem ao oxignio, envolvidas no desenvolvimento da ORN.6
Utilizadas em conjunto a pentoxifilina e tocoferol agem como agentes antifibrticos e tm sido efetivos na reduo das alteraes spticas crnicas progressivas que ocorrem na ORN.6, 7
A fibrina rica em plaquetas (PRF) um produto autlogo, com grande concentrao de diferentes fatores de crescimento, que aceleram a cicatrizao e a regenerao tecidual e ssea.
Seu uso j se mostrou eficaz em casos de osteonecrose por medicamento (MRONJ).11 Apesar da ORN e MRONJ serem entidades distintas, a alterao na perfuso sangunea contribui, parcialmente, na sua patognese e, alm disso, ambas apresentam manifestaes clnicas similares.3
Em uma reviso sistemtica, avaliando o uso dos concentrados plaquetrios na preservao alveolar, os autores concluram que a PRF apresentou um efeito positivo na manuteno da altura e largura alveolar, juntamente com a melhora do desconforto e dor ps‑operatria.12 Em razo disto, buscando a preservao do osso alveolar, optou‑se, no presente caso, pela utilizao da mesma. Uma vez que resultados satisfatrios so observados em pacientes sadios, estudos prospetivos, com o uso da PRF em alvolos irradiados, so necessrios para avaliar sua eficcia na preveno da ORN ps exodontias.
Uma boa vascularizao um fator crucial no tratamento da ORN.13 A bola de Bichat rica em suprimento sanguneo e de fcil acesso, sendo bastante utilizada na reconstruo de defeitos intraorais, especialmente nas comunicaes bucossinusais.14 Seu uso, juntamente com a remoo do sequestro sseo, em casos de ORN, j foi demonstrado, com sucesso.13
Estes tambm ressaltaram como outro beneficio da Bola de Bichat, sua capacidade de atuar como uma barreira protetora, prevenindo a contaminao bacteriana e consequente infeo, auxiliando, desta forma, a cicatrizao da ferida.13
A piezocirurgia minimamente invasiva, sendo responsvel pelo aumento precoce de protenas sseas morfogenticas (BMPs) e outras protenas capazes de controlar o processo inflamatrio e estimular a neoformao ssea. Alm disso, autores sugerem que a vibrao ultrassnica bactericida, apresentando ao sinrgica com o tratamento medicamentoso, em casos de osteonecrose.15 Seu uso resulta num ps‑operatrio mais confortvel ao paciente, com menos dor e edema, quando comparada s tcnicas cirrgicas convencionais.16
No existe um protocolo de tratamento para a ORN, devendo cada caso ser avaliado individualmente, de acordo com a extenso da doena. No presente caso, o uso da pentoxifilina associada ao tocoferol, juntamente com a remoo ultrassnica do sequestro sseo, associada ao enxerto da fibrina rica em plaqueta e Bola de Bichat mostrou‑se eficiente, com completa cicatrizao local.
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Cintia Mussi Milani
Correio eletrnico: cintiammilani@hotmail.com
Responsabilidades ticas
Proteo de pessoas e animais. Os autores declaram que os procedimentos seguidos estavam de acordo com os regulamentos da comisso de investigao clnica e tica relevante e de acordo com os do Cdigo de tica da Associao Mdica Mundial(Declarao de Helsnquia).
Confidencialidade dos dados. Os autores declaram ter seguido os protocolos do seu centro de trabalho acerca da publicao dos dados de pacientes.
Direito privacidade e consentimento escrito. Os autores declaram ter recebido consentimento escrito dos pacientes e/ou sujeitos mencionados no artigo. O autor para correspondncia est na posse deste documento.
Conflito de interesses
Os autores declaram no haver conflito de interesses.
Historial do artigo:
Recebido a 12 de fevereiro de 2019
Aceite a 29 de julho de 2019
On-line a 27 de agosto de 2019