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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

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Original research

Regenerative strategies in apical surgery with and without biomaterials: a systematic review

Estratégias regenerativas na cirurgia apical com e sem biomateriais: revisão sistemática


a IUCS—University Institute of Health Sciences, Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), Gandra, Portugal
b UNIPRO—Oral Pathology and Rehabilitation Research Unit, University Institute of Health Science (IUCS), Gandra, Portugal
c FMDUP—Faculty of Dental Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
d UCIBIO – Applied Molecular Biosciences Unit, Toxicologic Pathology Research Laboratory, University Institute of Health Sciences (1H-TOXRUN, IUCS-CESPU), Gandra, Port
Alexandra Simões - alexandradeussimoes@outlook.pt

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Objectives: This systematic review compares the clinical efficacy and radiographic outcomes of membrane-based regeneration, bone grafting, and platelet concentrates in cavities resulting from apicoectomy, assessing healing rates and the quality of newly formed bone. Methods: Following PRISMA 2020 guidelines, a literature search was performed in PubMed, Cochrane Library, ScienceDirect, Wiley, and Scopus databases for articles published between January 2000 and December 2025. Eligibility criteria were defined using the PICOS framework, and included studies were evaluated based on clinical and radiographic parameters with a minimum follow-up of six months. Results: Eighteen clinical studies were included. Findings were heterogeneous and predominantly of low to very low certainty. Although some studies suggested potential benefits of regenerative adjuncts in complex defects, such as through-and-through and apicomarginal lesions, a substantial proportion found no statistically significant advantage over conventional apical surgery. Smaller lesions (<3 mm) generally responded favorably to conventional surgery, whereas larger defects may benefit from adjunctive regenerative approaches in selected clinical situations. Conclusions: Overall, the available evidence suggests a potential benefit of combining physical support (biomaterials) and biological stimulation (platelet-rich fibrin) in regenerative apical surgery. However, findings remain heterogeneous and should be interpreted cautiously. Technique selection should consider defect morphology, lesion characteristics, and available resources. Further standardized and methodologically robust studies are required to strengthen the current evidence base.


resultados radiográficos da regeneração com base em membrana, enxerto ósseo e concentrados plaquetários em cavidades resultantes de apicectomia, avaliando as taxas de cicatrização e a qualidade do osso neoformado. Métodos: De acordo com as diretrizes PRISMA 2020, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, Cochrane Library, ScienceDirect, Wiley e Scopus para artigos publicados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2025. Os critérios de elegibilidade foram definidos com base no modelo PICOS, e os estudos incluídos foram avaliados segundo parâmetros clínicos e radiográficos, com um período de acompanhamento mínimo de seis meses. Resultados: Foram incluídos dezoito estudos clínicos. Os resultados foram heterogéneos e de certeza predominantemente baixa a muito baixa. Embora alguns estudos sugiram potenciais benefícios dos adjuvantes regenerativos em defeitos complexos, como lesões periapicais transfixantes e lesões apicomarginais, uma proporção substancial não encontrou vantagem estatisticamente significativa em relação à cirurgia apical convencional. Lesões pequenas (<3 mm) apresentaram, em geral, boa resposta à cirurgia convencional, enquanto defeitos maiores podem beneficiar de abordagens regenerativas adjuvantes em situações clínicas selecionadas. Conclusões: Globalmente, a evidência disponível sugere um potencial benefício da combinação de suporte físico (biomateriais) e estimulação biológica (fibrina rica em plaquetas) na cirurgia apical regenerativa. Contudo, os resultados são heterogéneos e devem ser interpretados com cautela. A seleção da técnica deve considerar a morfologia do defeito, as características da lesão e os recursos disponíveis. São necessários mais estudos estandardizados e metodologicamente robustos para reforçar a base de evidência atual.


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