Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
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Original research
Prevalence of radix molaris in mandibular molars of a Portuguese subpopulation
Prevalência de radix molaris em molares mandibulares numa subpopulação portuguesa
a Faculty of Dental Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
b ALGORITMI Research Centre, LASI, University of Minho, Braga, Portugal
c RISE-Health, Faculty of Dental Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
d Faculty of Dental Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
Inês Ferreira - iferreira@fmd.up.pt
Article Info
Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac
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Original research
Pages - 1
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Article History
Received on 20/05/2026
Accepted on 05/08/2026
Available Online on 17/09/2026
Keywords
Abstract
Objectives: To evaluate the prevalence of radix molaris in mandibular first and second molars in a Portuguese subpopulation using cone-beam computed tomography and to characterize its anatomical features. Methods: This retrospective cross-sectional study included 505 cone-beam computed tomography scans comprising 1641 mandibular molars (776 first and 865 second molars). Based on tooth morphology assessment, the presence of radix molaris, its subtype (entomolaris or paramolaris), associated tooth, location, and patient sex were recorded. Main analyses used generalized estimating equations with an exchangeable correlation matrix to control for patient-level clustering. For the affected subsample (n = 18), data were aggregated per patient and evaluated using exact tests. Statistical significance was set at p < 0.05. Results: The overall tooth-level prevalence of radix molaris was 1.34% (95% confidence interval: 0.87–1.99). Radix entomolaris was the predominant subtype (1.16%), whereas radix paramolaris was rare (0.18%). Radix molaris was descriptively more frequent in mandibular first molars than in second molars. Type AC morphology and Type I curvature were the most frequent patterns among radix entomolaris cases. No significant associations were found between the presence of radix molaris and sex or molar type in the adjusted analysis (p > 0.05). Conclusions: Radix molaris was an uncommon anatomical variation in this Portuguese clinical subpopulation, with radix entomolaris as the predominant subtype. Although more frequently observed in mandibular first molars, no significant association with molar type was found. Recognition of this variation is clinically important to reduce the risk of missed canals and endodontic treatment failure.
Resumo
Objetivos: Avaliar a prevalência de radix molaris nos primeiros e segundos molares mandibulares de uma subpopulação portuguesa por tomografia computorizada de feixe cónico e caracterizar a sua morfologia. Métodos: Este estudo retrospetivo transversal englobou 505 exames de tomografia computorizada de feixe cónico, correspondendo a 1641 molares mandibulares (776 primeiros e 865 segundos molares). Registaram-se a presença de radix molaris, o respetivo subtipo (entomolaris ou paramolaris), o dente afetado, a localização e o sexo do paciente. Realizaram-se equações de estimação generalizadas para controlar a correlação entre dentes do mesmo paciente. A subamostra de pacientes afetados (n=18) foi analisada com testes exatos. O nível de significância foi de p<0,05. Resultados: A prevalência global de radix molaris ao nível do dente foi de 1,34% (intervalo de confiança de 95%: 0,87–1,99). Radix entomolaris foi o subtipo predominante (1,16%), enquanto radix paramolaris foi raro (0,18%). Radix molaris foi, descritivamente, mais frequente nos primeiros molares mandibulares. A morfologia Tipo AC e a curvatura Tipo I foram as mais frequentes nos casos de radix entomolaris. Não se observaram associações significativas entre a presença de radix molaris e o sexo ou o tipo de molar (p>0.05). Conclusões: Radix molaris foi uma variação anatómica pouco frequente nesta subpopulação clínica portuguesa, sendo radix entomolaris o subtipo predominante. Apesar de mais frequente nos primeiros molares mandibulares, não foi encontrada associação significativa com o tipo de molar. O reconhecimento desta variação é importante para reduzir o risco de canais não identificados e de insucesso do tratamento endodôntico.