Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
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Original research
Facial measurements for vertical dimension of occlusion: cross-sectional evaluation of Willis method in dentate adults
Medições faciais na dimensão vertical oclusal: avaliação transversal do método de Willis em adultos dentados
a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa Unidade de Investigação em Ciências Orais e Biomédicas (UICOB), Lisbon, Portugal
b Department of Biomaterials, Faculdade de Medicina Dentária, Universidade de Lisboa, Lisbon, Portugal
c LIBPhys-FCT UIDB/04559/2020, Faculty of Dental Medicine, University of Lisbon, Lisbon, Portugal
Isabel Gomes - isabel.gomes@fmd.ulisboa.pt
Article Info
Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac
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Original research
Pages - 1
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Received on 17/02/2026
Accepted on 01/06/2026
Available Online on 30/06/2026
Keywords
Abstract
Objectives: To evaluate the correlation and clinical reliability of the Willis method by assessing the relationship between the canthus–commissure distance (CCD) and lower facial third vertical dimensions at rest (VDR) and of occlusion (VDO), in dentate individuals. Methods: A cross-sectional observational study was conducted involving dental students from the Faculty of Dental Medicine, University of Lisbon. A pilot study was previously carried out to test the methodology, assess intra- and inter-examiner calibration, and calculate the required sample size. Participants who met the inclusion criteria underwent measurements of CCD, VDR, and VDO. Measurements were performed using a digital caliper by two independent examiners who were blinded to each other’s results. Statistical analysis included the Shapiro–Wilk and Levene tests, Pearson’s correlation coefficient, and the t-test (α = 0.05). Results: Intra- and inter-examiner calibration demonstrated high agreement, and intraclass correlation coefficients demonstrated good to excellent reliability. A total of 36 students were evaluated, corresponding to the previously calculated sample size. VDR showed the greatest variability (SD = 7.29), whereas CCD presented the lowest variability (SD = 4.86). A strong positive correlation was observed between CCD and VDR (r = 0.741; p < 0.001) and between CCD and VDO (r = 0.701; p < 0.001). Comparative analysis revealed statistically significant differences between CCD and VDO (p < 0.001) and between CCD and VDR (p < 0.001). Conclusions: A correlation between the CCD and lower facial third was observed; however, the findings suggest that CCD alone is not a sufficiently reliable parameter for determining VDO or VDR. Therefore, the Willis method should be considered only a complementary method for determining the vertical dimension in oral rehabilitation.
Resumo
Objetivos: Avaliar a correlação e a confiabilidade clínica do método de Willis, analisando a relação entre a distância canto–comissura (DCC) e as dimensões verticais do terço inferior da face em repouso (DVR) e em oclusão (DVO), em indivíduos dentados. Métodos: Realizou-se um estudo transversal e observacional com estudantes de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. Previamente, foi conduzido um estudo piloto para testar a metodologia, avaliar a calibração intra e interexaminador e calcular o tamanho da amostra. Os participantes que cumpriram os critérios de inclusão foram submetidos a medições de DCC, DVR e DVO. As medições foram realizadas com uma craveira digital por duas examinadoras independentes, sem acesso aos resultados uma da outra. A análise estatística incluiu os testes de Shapiro-Wilk e Levene, correlação de Pearson e teste t (α = 0,05). Resultados: A calibração intra e interexaminador revelou elevada concordância e os coeficientes de correlação intraclasse demonstraram fiabilidade boa a excelente. Foram avaliados 36 alunos, correspondendo ao tamanho amostral previamente calculado. A variável DVR apresentou a maior variabilidade (s = 7,29) e a DCC a menor (s = 4,86). Observou-se uma correlação forte e positiva entre a DCC e a DVR (r = 0,741; p<0,001) e entre o DCC e a DVO (r = 0,701; p<0,001). A análise comparativa revelou diferenças estatisticamente significativas entre DCC e DVO (p<0,001) e entre DCC e DVR (p<0,001). Conclusões: Verificou-se correlação entre as dimensões canto–comissura e inferior da face; contudo, os resultados sugerem que a DCC, isoladamente, não constitui um parâmetro suficientemente fiável para a determinação da DVO ou DVR. Assim, o método de Willis deve apenas ser utilizado como método complementar na determinação da dimensão vertical em reabilitação oral.