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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

XLV Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) Figueira da Foz, 9 a 11 de outubro de 2025 | 2025 | 66 (S1) | Page(s) 93


Investigação Original

#102 Avaliação do desempenho dos scanners intraorais em desdentados totais: revisão sistemática


a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, CEMMPRE – Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos, CIROS – Centro de Inovação e Investigação em Ciências Orais , Instituto de Implantologia e Prostodontia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

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Volume - 66
Supplement - S1
Investigação Original
Pages - 93
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Received on 09/10/2025
Accepted on 09/10/2025
Available Online on 09/10/2025


Objetivos: Esta revisão sistemática teve como objetivo responder à pergunta: Em pacientes totalmente desdentados candidatos à reabilitação com prótese total removível convencional, qual é a exatidão dos modelos obtidos com scanners intraorais em comparação com os modelos obtidos por impressão convencional? Materiais e métodos: A pesquisa decorreu nas bases de dados PubMed e Elsevier até 05/12/2024, com uso de termos MeSH e palavras-chave e com filtro temporal dos últimos 10 anos. Incluíram-se estudos clínicos, in vivo e in vitro, redigidos em português ou inglês, com amostras ≥10, envolvendo arcos totalmente desdentados. Excluíram-se estudos em cadáveres/animais, com implantes, sem scanner especificado, sem comparação com método de referência ou revisões. A seleção seguiu as diretrizes PRISMA 2020. Resultados: De 3054 artigos, 15 foram incluídos: 8 in vitro, 6 in vivo e 1 estudo clínico. As variáveis extraídas incluíram tipo de scanner, exatidão, precisão, morfologia anatómica, tempo de digitalização e estratégia de scanning. Maior parte destes estudos comparavam métricas de desempenho de impressões com scanners com digitalização indireta de impressões convencionais. Trios 3/4 e Primescan demonstraram melhor desempenho em termos de exatidão e precisão, sendo os scanners mais consistentes. Quando comparado ao protocolo de impressão convencional, o Medit i700 apresentou menor exatidão (discrepância média de 268 μm), mas menor tempo de digitalização. A morfologia do palato, rugas palatinas e a estratégia de scanning influenciaram a exatidão. Há maior precisão na digitalização da arcada superior do que da arcada inferior. A combinação de scanners com auxiliares de scanning (sprays, marcadores) melhorou os resultados. Impressões digitais foram equivalentes às convencionais em zonas estáticas, mas menos fiáveis em regiões móveis. Conclusões: Scanners intraorais recentes representam uma alternativa viável às técnicas convencionais em desdentados totais, sobretudo com estratégias complementares. Contudo, há limitações: maioria dos estudos é in vitro, com amostras reduzidas e foco em modelos maxilares. Adicionalmente, a impossibilidade de realizar uma impressão funcional, pela natureza mucoestática dos protocolos digitais, dificulta a transposição clínica. A variabilidade entre scanners e protocolos avaliados dificulta também conclusões aplicáveis.


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