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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

XLV Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) Figueira da Foz, 9 a 11 de outubro de 2025 | 2025 | 66 (S1) | Page(s) 68


Investigação Original

#075 Avaliação de Micromovimentos e Deformações de Implantes sob Carga Imediata: Estudo Ex vivo


a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, CEMMPRE – Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos , CIROS – Centro de Inovação e Investigação em Ciências Orais

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Volume - 66
Supplement - S1
Investigação Original
Pages - 68
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Received on 09/10/2025
Accepted on 09/10/2025
Available Online on 09/10/2025


Objetivos: Considerando que a carga imediata pode causar micromovimentos (MM) na interface implante-osso, comprometendo a estabilidade primária e, consequentemente, a osteointegração, este estudo procura fornecer uma análise sobre os impactos biomecânicos deste protocolo de carga. O objetivo foi avaliar a influência da carga imediata nos MM de implantes dentários de diferentes geometrias, utilizando a Correlação de Imagem Digital (CID) como método de medição. Materiais e métodos: Estudo experimental ex vivo conduzido em costelas bovinas frescas, conforme a norma UNI EN ISO 14801:2016, com a colocação de implantes endósseos VEGA® RV Ø4.5X10MM, VEGA® NV Ø4.6X10MM e VEGA Essential Cone Ø4.5X10MM. Cada implante foi submetido a 54.000 ciclos de carga dinâmica contínua (7-70 N), simulando cerca de 1 mês de função mastigatória. A estabilidade primária do conjunto implante-osso foi avaliada objetivamente através da quantificação dos MM, medidos antes e após o teste de fadiga sob carga estática crescente (0-200 N), utilizando o sistema de correlação de imagem digital 3D (Vic-3D v9.0 Correlated Solutions ®, EUA). Resultados: O grupo VEGA® RV Ø4.5 apresentou deslocamentos iniciais máximos de 77.107 μm (U) e 55.880 μm (V), sobretudo no colo do implante, com deformações ε1 e ε2 de 6,495 x 10? μ? e 6,565 x 10? μ?, na união implante-osso. O VEGA® NV Ø4.6, por sua vez, evidenciou deslocamentos de 76.483 μm (U) e 19.893 μm (V) na costela e colo do implante, com deformações de 6,980 x 10? μ? (ε1) e 3,984 x 10? μ? (ε2) na união implante-osso. Já o VEGA Essential Cone Ø4.5 registou deslocamentos de 82.292 μm (U), sobretudo na conexão implante- pilar, e 58.926 μm (V) na costela e colo, com deformações de 1,413 x 10? μ? (ε1) e 5,660 x 10? μ? (ε2) principalmente no colo do implante. Na avaliação final, deslocamentos e deformações reduziram em todos os implantes, exceto no VEGA® NV Ø4.6, que apresentou um aumento geral dos valores. Conclusões: Os resultados indicam que, no modelo ex vivo, a variação da estabilidade primária dos implantes sob carga imediata se deveu exclusivamente a fatores mecânicos. Nestas condições, não se verificou o fenómeno conhecido como stability dip, uma vez que os deslocamentos finais foram inferiores aos iniciais, sugerindo compactação óssea. Esta constatação reforça a hipótese de que, in vivo, a remodelação óssea poderá ter um papel mais determinante na perda de estabilidade primária do que os próprios MM, salientando a importância de considerar tanto fatores biomecânicos como biológicos na otimização da osteointegração.


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