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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

XLV Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) Figueira da Foz, 9 a 11 de outubro de 2025 | 2025 | 66 (S1) | Page(s) 66


Investigação Original

#073 Efeito das interfaces na distorção de próteses provisórias fresadas implantosuportadas


a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

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Volume - 66
Supplement - S1
Investigação Original
Pages - 66
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Received on 09/10/2025
Accepted on 09/10/2025
Available Online on 09/10/2025


Objetivos: Este estudo avaliou in vitro o efeito da presença de interface protética na discrepância de próteses provisórias implantosuportadas, comparando próteses fresadas sem interface e com interfaces Variobase®(Straumann®), usando como referência um modelo digital padrão. O objetivo foi determinar qual abordagem oferece melhor adaptação, medindo discrepâncias lineares e angulares entre implantes. Materiais e métodos: Utilizou-se um modelo mandibular desdentado com seis implantes colocados segundo a classificação CCIA de Caramês. Em cada implante foi aparafusado um pilar SRA, seguido de impressão digital com scanbodies e scanner industrial (ATOS Capsule, GOM GmbH; 12 MP). A partir do ficheiro STL, desenharam-se em CAD duas versões de prótese total: uma com interface e outra sem interface. Fabricaram-se 30 próteses provisórias em polimetilmetacrilato (MultiPMMA, UPCERA ®), divididas em dois grupos (n=30): com e sem interface Variobase®. No grupo com interface, estas foram cimentadas antes da digitalização. Todas as próteses foram equipadas com scanbodies reversos (CARES® scanbody, Ø4.6mm, PEEK, Straumann ®) e novamente digitalizadas. Os STL resultantes foram comparados ao modelo de referência, avaliando-se discrepâncias lineares (μm) e angulares (°) entre eixos dos implantes com recurso ao software Geomagic Control X (3D Systems). Os resultados foram apresentados como média e intervalo de confiança a 95% (IC95%). A análise estatística foi realizada com o teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). Resultados: Realizaram-se 1080 medições. O grupo sem interface apresentou diferenças estatisticamente significativas face ao controlo em todas as 15 localizações (p<0,05). O grupo com interface mostrou desempenho mais próximo do controlo, com três localizações (34–44, 42–44 e 36–46) sem diferenças estatisticamente significativas. Todas as discrepâncias lineares foram inferiores a 150 μm, limite clínico aceitável. Quanto às discrepâncias angulares, existiram diferenças significativas em cinco localizações no grupo com interface (33–34, 35–36, 36–46, 42–44, 44–45) e sete no grupo sem interface (33–34, 34–35, 35–36, 36–46, 41–42, 42–44, 44– 45), comparando com o controlo. No entanto, todas as diferenças angulares foram inferiores a 0,1° e dentro do limite clínico de 1°, não comprometendo a adaptação passiva. Conclusões: A utilização de interfaces Variobase® demonstrou melhores resultados, embora todas as próteses apresentassem discrepâncias dentro dos limites clínicos aceitáveis.


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