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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

XLIII Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) Oeiras, 13 a 14 de outubro de 2023 | 2023 | 64 (S1) | Page(s) 21


#047 Caso raro de carcinoma pavimento celular basaloide no pavimento oral





Volume - 64
Supplement - S1

Pages - 21
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Received on 13/10/2023
Accepted on 13/10/2023
Available Online on 13/10/2023


Introdução: O carcinoma pavimento celular (CPC) basaloide é uma variante rara e agressiva do CPC oral. É mais prevalente no sexo masculino, na 6ª e 7ª décadas de vida, em doentes com hábitos tabágicos e alcoólicos. Histologicamente distingue-se pelo padrão bimórfico, com características de células escamosas e basais. Ocorre principalmente no trato aerodigestivo superior e na cavidade oral, tem predileção pela língua, palato mole e epiglote. Neste trabalho relatamos um caso raro de CPC basaloide no pavimento oral, descrevendo a apresentação clínica, características histológicas, implicações diagnósticas e terapêutica. Descrição do caso clínico: Homem de 61 anos, sem antecedentes e medicação habitual relevantes, com hábitos tabágicos (60 UMA) e etílicos (60 gr/dia) pesados. Referenciado à estomatologia pelo médico dentista, por lesão suspeita na cavidade oral. Doente refere extração dos incisivos inferiores há quatro meses, com cicatrização deficitária e surgimento de lesão retro incisiva. Ao exame objetivo, sem assimetrias faciais, com higiene oral insuficiente e periodontite generalizada. Apresentava lesão com 2 cm de maior diâmetro, na linha média do pavimento oral, com limites mal definidos, infiltrativa e ulcerada. À palpação, tecidos envolventes endurecidos, com aparente invasão do freio lingual, osteum das glândulas submandibulares e gengiva alveolar lingual adjacente, com possível invasão periosteal. Língua com mobilidade mantida. Eram ainda palpáveis múltiplas adenopatias cervicais à esquerda, a maior com 2 cm e uma de 3 cm na região submandibular direita, pétreas, aderidas aos planos profundos e indolores. Realizou-se biópsia incisional da lesão intraoral, com diagnóstico histológico de CPC basaloide. O doente foi encaminhado ao IPO de Lisboa, para estadiamento e orientação terapêutica. Estadiado em T4N3bM0 inoperável e sem status para quimiorradioterapia, foi proposto para radioterapia paliativa, tendo sido submetido a 69.96Gy. Doente faleceu 11 meses após diagnóstico. Discussão e conclusões: O CPC basaloide na região da cabeça e pescoço caracteriza- se por curso clínico agressivo, diagnóstico tardio em estádios avançados, alta taxa de recidiva, grande potencial de metastização regional e à distância e prognóstico desfavorável. De forma a prevenir desfechos como o do caso apresentado é fundamental consciencializar a população e os profissionais de saúde para esta patologia, promovendo o diagnóstico precoce, tratamento adequado e melhoria da sobrevida.


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