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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

XLI Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) 7, 8 e 9 de outubro de 2021 | 2021 | 62 (S1) | Page(s) 3-3


Casos Clínicos

#005 Fibroma ossificante de grandes dimensões – Diagnóstico e tratamento


a IPO Porto, Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia?Espinho

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Volume - 62
Supplement - S1
Casos Clínicos
Pages - 3-3
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Received on 07/10/2021
Accepted on 07/10/2021
Available Online on 07/01/2022


Introdução: O fibroma ossificante é uma neoplasia benigna dos maxilares que se apresenta como uma massa gengival ou da mucosa alveolar, de crescimento lento, habitualmente assintomático, mas que pode apresentar áreas ulceradas com hemorragia associada. Representa uma proliferação de tecido celular fibroso, com quantidade variável de produtos ósseos no seu interior. Apesar de indolor, pode atingir grandes dimensões, causar assimetrias faciais e dificultar as funções mecânicas orais. É mais comum no sexo feminino, entre as 3.º e 4.º décadas de vida e apresenta predileção pela região dos pré-molares e molares mandibulares. Descrição do caso clínico: Uma paciente do sexo feminino, 60 anos de idade, foi referenciada à consulta de Estomatologia por lesão nodular extensa no 3.º quadrante, com vários meses de evolução, de crescimento lento e não doloroso. Intraoralmente apresentava edentulismo do 3.º quadrante e uma lesão com cerca de 4cm de diâmetro, a condicionar desvio da língua para cima e para a direita. Na ortopantomografia era visível uma lesão radiolúcida com áreas radiopacas dispersas. Foi realizada a excisão da lesão e o exame histológico revelou uma neoformação de estroma celular fibroblástico com osso compacto tipo haversiano, revestida por mucosa pavimentosa estratificada focalmente ulcerada, sem sinais de malignidade, correspondendo a um fibroma ossificante. Aos 4 meses de seguimento, não há sinais clínicos ou radiológicos de recorrência da lesão do caso clínico apresentado. Discussão e conclusões: O fibroma ossificante é uma lesão que tem origem nas células mesenquimais pluripotentes do ligamento periodontal, que têm a capacidade de se transformar em osteoblastos, cemetoblastos ou fibroblastos. A presença de dentes não é essencial para o surgimento destas lesões, visto que as fibras do ligamento periodontal permanecem dentro do osso alveolar durante longos períodos após a exodontia dos mesmos. A sua etiologia não está esclarecida, mas crê-se que surjam após certos estímulos como exodontias, doença periodontal ou alterações congénitas da maturação óssea. O tratamento destas lesões é a excisão cirúrgica, como foi realizado neste caso clínico. Quando a resseção cirúrgica for extensa, pode ser necessária a reabilitação com enxerto ósseo e/ou implantes dentários para colmatar alterações estéticas e funcionais do paciente. O prognóstico é excelente, com diminuição da taxa de recorrência associado correta curetagem da ferida cirúrgica.


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