Search options

Search
Search by author
Between Dates
to
Volume and Number
&
Spemd Logo

Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial

SPEMD - XXXIX Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) - O Congresso do Centenário Porto, 18 e 19 de outubro de 2019 | 2019 | 60 (S1) | Page(s) 18


Casos Clínicos

#041 Pulpotomia parcial numa fratura complicada de incisivos permanentes – controlo 5 anos





Volume - 60
Supplement - S1
Casos Clínicos
Pages - 18
Go to Volume


Received on 18/12/2019
Accepted on 18/12/2019
Available Online on 18/12/2019


Introdução: Estima-se que 25% crianças em idade escolar sofrem algum tipo de traumatismo dentário, alguns com envolvimento pulpar. Num dente definitivo imaturo todos os esforços devem ser feitos para preservar a vitalidade pulpar de forma a permitir a continuação do desenvolvimento radicular. Descrição do caso clínico: Paciente com 8 anos de idade observado 3 dias após uma fratura de esmalte – dentina – polpa dos dois incisivos centrais superiores. O paciente negou existência de dor espontânea. No exame objectivo intra-oral foram diagnosticadas exposições pulpares em ambos os incisivos (no 21 com protrusão da polpa), percussão ligeiramente dolorosa, sem queixas à palpação, ausência de bolsas periodontais superiores a 3mm, mobilidade classe I e resposta positiva ao teste ao frio em ambos os incisivos. No exame radiográfico não se identificaram fracturas radiculares nem radiolucências periradiculares. Após anestesia foi realizada a pulpotomia parcial com broca diamantada. A hemorragia foi controlada com água e subsequentemente aplicou-se o Mineral Trióxido Agregado (MTA). Após 10 minutos aplicou-se por cima do MTA um ionómero de vidro e o paciente foi dispensado. Decorridas 2 semanas o paciente encontrava-se assintomático e com resposta positiva ao teste ao frio. Realizou-se a remoção parcial do ionómero de vidro e foi realizada a restauração direta a compósito. Nas consultas de controlo aos 6 meses, 1 ano, 2 anos e 5 anos o doente permaneceu assintomático e sem evidência de lesões radiolúcidas nos exames radiográficos. Discussão e conclusões: As orientações terapêuticas da associação dentária de traumatologia internacional privilegiam a terapia pulpar vital nesta situação clinica. Segundo Cvek 1978 e Cvek e col. 1982 nem o intervalo de tempo decorrido após o trauma, nem o tamanho da exposição dentária afectam o prognostico deste tratamento. Exposições pulpares traumáticas de dentes permanentes podem ser tratadas com sucesso através do método descrito, mesmo em casos como o descrito em que há protrusão da polpa. O método descrito tem a vantagem de manter o feixe vasculo-nervoso permitindo a normal formação radicular.


Supplementary Content


  Download PDF